quarta-feira, agosto 25, 2010

Um pouco de Hilda

Hilda está namorando. Sério. Hilda está mesmo namorando. Há melhor anti-depressivo do que o amor? Vês? Começou com um encontro. Depois outro. Outro e outro. E mais outro que significou mais que todos os outros.

Quem vê Hilda, agora, não diz que é a mesma, mas ainda continua a ver Hilda. Essa Hilda. A minha Hilda, que não é de ninguém. Precisava aprender com Hilda. Já disse que todas temos inveja dela. Um pouco mais, às vezes nada, outras vezes muito! Oh, Hilda! O que deixas sempre em nós! É Hilda, assim deixas-nos sem saída, na noite, na rosa, na noite perdida. E essa dos de que estás jogando uns brincos no lixo e vais tirar o esmalte e pôr um outro parecia metáfora sobre o teu amor antigo para começar um novo.

Hilda, já viste? Estás namorando! Parece que ele, agora, até vai começar a correr contigo. Vá, correr, ali no calçadão. Ali, entre o Leblon, Ipanema até, quem sabe, Copacabana. O amor pode começar em Copacabana e nunca terminar, mesmo que chegue até Ipanema.

Será que um amor que começa em Copacabana dura mais do que o que começa em Ipanema? Ah, moça do corpo dourado desse sol de lá. Samba que passa. Uma bela festa!

O amor de Hilda parece, agora, uma bela festa. Mas o mais sincero deste amor de Hilda é isto e, somente isto. É tudo o que importa: "Ele acha a loucura dela normal". Encontrou alguém que acha a loucura dela normal. E a loucura de Hilda é fome de vida. Só fome de vida, como andava com fome de amor. Que bom, Hilda, que estás namorando!

1 comentário:

Silvia disse...

Oh que inveja de Hilda! E que vontade de conhecer mais Hilda pelas suas palavras.
beijo grande minha querida