segunda-feira, junho 23, 2008

Alzheimer, Portugal.mente falando!

Agora entendi o que se passa. É a memória (estúpido?). Estamos caducos. (Entenda-se, nós os portugueses. Ou a Europa. Ou, então os cidadãos do mundo - fica sempre bem escrever isto. Mas, ah é verdade, esqueci-me: existem as fronteiras e a senhora dona Europa faz questão de as vincar! Esqueçam os cidadãos do mundo, regressamos à era das indulgências papais… [oops políticas!] para podermos, simplesmente, existir). Ser ou não ser!
De geração em geração, o mal de que padecemos é Alzheimer. E colectivo. Há outros males, contudo, o diagnóstico dá relevo a uma crónica falta de memória. Não tarda nada andaremos a perguntar: “Desculpe, afinal o buzinão é porquê?”…Hum…Estas coincidências de verosimilhanças novelísticas sempre me deram arrepios. Todos os que me conhecem sabem que adoro o meu país, faço parte da lista da saudade do cheiro da terra molhada, mar, vinho, família, amigos e os domingos prolongados; por isso e por outras coisas mais, causa-me uma enorme azia ver a apatia e a falta de reacção pelo que acontece. Somos brandos. E quando nos irritamos não sabemos muito bem porquê e contra quem, mas parece-nos bem fazermos barulho. Somos um país de “natural-born-actors”! E somos é muito mal informados e paridos pelo boato! Até entendo. Vamos lá! Não há dia em que não ouça as notícias lá do outro lado. O vosso, o nosso, o meu. Esse mesmo. O filho bastardo da União Europeia!
Sim! E também não passa um dia sem que, pelo menos, não clique nas “gordas” dos jornais à procura de coisas novas. Tudo novo, porém, nada que me surpreenda! E confesso que nunca tive grandes dotes para a vidência [e olhem que por aqui ou por aí, ainda daria para pagar umas contitas], mas aquilo que leio, é no mínimo, previsível. Não é preciso grandes dotes de adivinhação. E agora temos o vídeo amador a dar tréguas à televisão. A TSF já aderiu, o Expresso, o Público, o Portugal Diário e por aí fora, também. Jornalismo "YouTube" (Vote, vote. It´s the most watched video..Uau!)! Imagens tremidas, textos cacofónicos -que se lixe a qualidade, é disto que o meu povo gosta - blogs de tudo e mais alguma coisa, com vídeos e mais vídeos – fica difícil escolher o que ler hoje, para estar sempre actualizado: “Então, não leste?; não sabes; a sério?”. Hum… E pronto assim nos mantemos no mundo do “sei-tudo-sobre-nada-e-cada-vez-mais-nada-sobre-tudo!
Mas volto ao Alzheimer, que "Portugal.mente" falando, é o mais importante nos dias que correm. Continuamos, como sempre, apatica.mente inactivos (oops pleonastica.mente, falando), esfregando o cartão de crédito para pagar os luxos, que diga-se de passagem: em tempo de crise é sempre a melhor terapia; obcecados pelas férias num "resort" do Brasil, Marbella, República Dominicana, etc, para carregar baterias para os outros onze meses em que batalhamos pelas férias e pagamos o cartão de crédito. Isso sim, é o mais importante! Saravá, dessa já me livrei: não tenho cartão de crédito e moro no Brasil (caramba: e já não vou à praia, há mais de um ano. “Como assim, Vanessa?”)
De resto, voltando ao Alzheimer - porque de quando em vez esqueço-me do título deste “post” – esquecemos que estamos a fazer tudo errado em Portugal: a construir TGV´s em tempos de "low costs"; gastar água em campos de golfe onde meia dúzia de gatos pingados põem os pés - quando a água está escassa; esbanjar dinheiro para que os nossos agricultores não produzam o que melhor sabem fazer; a expulsar do país quem quer trabalhar; acabar com o sistema de saúde; a prostituir a Educação com horas extra num sistema que está desactualizado, é desinteressante e superficial…Mas tudo bem! Não há problema! Amanhã já ninguém se lembra! E quando daqui a uns anos sofrermos na pele, mais uma vez, pelos erros do passado! Ah que se lixe, não é? Já ninguém se lembra. Vamos ficar assim, como a nossa imprensa nacional: com imagens tremidas, desfocaditas e os nossos eternos textos cacofónicas. Afinal, gostamos deles, assim. Sem memória, "Portugal.mente" falando!

sábado, junho 21, 2008

Há dias assim pequeninos que se fazem grandes. Em que vários tragos de vinho são a melhor companhia. Sobretudo acompanhados desta minha grande amiga e mais que irmã Nic. Não preciso dizer-lhe nada para que ela entende. Não precisa falar para que eu diga o que quer dizer. Sem ela, os momentos por cá seriam vazios. E até eles se sentem indignados com tamanha sintonia entre um Frascati italiano e um crepe requintado nas "Artes". Há pessoas assim que nos entendem sem rodeios, contrariando todas aquelas que dizem que não nos fazemos entender. Sou a favor das almas que se estendem a nós, como o Goethe dizia no existencialista Werther. Não, não é "pseudointelectualismo", mas vivência. Jardins de Inverno com flores de Primavera. Lamentamos desiludir os que não gostam dos nossos dicionários. Somos mais leves do que o peso que nos damos. Sem acordos ortográficos.
Reforço: sou um dicionário conceptual. Não precisam dizer nada para que vos entenda. Basta que celebrem a vida! Com ou sem Frascati. Mas com doses excessivas de dias pequenos que se fazem grandes com um abraço prolongado e um sorriso!
Fecha os olhos! Dorme… Este dia foi um embalo de liberdade!C.o.r.po.c.i.d.a.d.e. here we go!

quinta-feira, junho 19, 2008

segunda-feira, junho 16, 2008

domingo, junho 15, 2008

Lucidez

Acho que sabia que isto ia acontecer! Admiro os senhores, pela lucidez em tempos de cólera! Pela cegueira, em tempos de alucinação colectiva! Meireles e Saramago!Numa prévia de "Blindness".

quinta-feira, junho 12, 2008

LAGUTROP (Des)focado

Visão de uma portuguesa fora do país, sobre os últimos acontecimentos que “assombram” a nação. Quando tudo está mal, é sempre bom pensar que tudo pode piorar!


Primeiro pensamento: “Espera aí: Uau! Portugal parece um livro do Saramago!”... Tem cegueira, mortes estúpidas, descaso, predadores políticos, "Zombies" passivos, revolta e desperdício... Verosimilhança arrepiante! Apocalipse! O fim do mundo chegou lá e ninguém percebeu? Por que razão não me avisaram disso, quando ligo para os meus queridos amigos e familiares? Sobretudo, numa altura, em que o país está vazio: os heróis da nação estão fora, a desbravar relvados austríacos e suíços? Aliás, resposta de P. quando lhe pergunto sobre o que se está a passar em Portugal?
-“Nada!”
-“Mas afinal não tem havido filas intermináveis para abastecimento de gasolina?; alimentos atirados ao lixo?; greve de camionistas?; revolta dos pescadores em Matosinhos – e peixe perdido, atirado ao chão?; etc... desperdício e mais desperdício...;
Resposta:
-“Ah isso! Pois é... Está tudo muito estranho. Até ontem os aviões tiveram de fazer escala no Porto para abastecimento?.... Mas a situação está prevista ser normalizada entre 24h a 48h!” Hã!!!!
E é tudo muito normal, certo! Será que o mosquito do sono mora por lá?L.e.t.a.r.g.i.a.
Que bom que existe a vida normal, é isso? Tento (não muito, na verdade, para resumir)! Mas não consigo! Começo a sentir tonturas, e um certo desfoque tipo cegueira branca! Há muito que fugi dos cenários do Saramago. Actualmente estou na onda mais Revista “Trip”: normal que é normal não entra! Talvez por isso sempre dissessem algo do tipo: "Hum, ela é muito estranha!" E já, agora? Para quando um golpe de estado em Portugal? Já não estivemos mais longe? Não seria algo, assim-assim tipo: normal?

quarta-feira, junho 11, 2008

Vida Plástica


Guarda as facas num saco plástico. Agora é que o bagulho vai ferver. Arruma as coisas na mala. Ultrapassa o carro da frente. Acelera. Buzina. São todos burros! Acelera. Ah, quer vencer-me pela força! “Perdeu. Oh babaca! Pára no vermelho. Avança com o vermelho! Vou comprar um LCD amanhã! Estou quase sem espaço na sala. Um maior. Zoom in. Zoom out. Já quase com duzentos canais. Multifunções. Pay- per- view! Get a discount and watch whatever you want. The world is in your hands. At a distance of a remote control. Control. Control. Control”. Ah, modernidade. Comodidade! Infernidade! Enfermidade! Ela é burra. De que vale ter a nossa, se passam a vida a falar das dos outros. Ele humilha-a. Passadeira. Verde para peões. Peões de estrada. Xadrez. Quem é o rei? Posso ser castelo? Carrinho para bebé. Está na hora de ter o seu. Ou um LCD. Ter um filho ou um LCD? Hum... Não é tudo a mesma coisa? O que precisamos para lá chegar? “Tac- tac” das solas gastas no passeio. Entra no quiosque. Três homens assustam-se! Coisa boa. Estavam a fazer! Tem cigarros?, ele pergunta. Mais um isqueiro. Do mais barato que tiver! É! Ela deu “uma emagrecida”. Ela era mais gordinha, não? Caramba! Folheia a revista. Quiosque. Ainda lá estamos! Folheia. Não era uma menina, esta mulher? Fêmea de branco, multiplicada nas páginas. Machos. Seres observadores. Folheiam. Olhar directo para a fêmea. Actriz de telenovela. Volta! Folheia! E o "New York Times" descortina a fórmula de sucesso da Globo. Depois do beijo! De jovem freira a posadora malandra, heim? Indecente mesmo! Plástico no lixo. Jardim maltrapilho. Lixo num vagão que poderia ser casa de alguém. Horas de malhar! Roça o corpo no vizinho de autocarro. Aqui até as malas são promíscuas. Liga o IPOD, Mp3, que pode já ser 4, 5? Ou o telemóvel. "Tac-Tac" metálico! Não fui educado para estes sons! Viagem solitária. E o mundo lá fora. Cá dentro! Os nossos ruídos são formatados. MPB. Rock. Punk. Indie. Sertanejo. Pop industrial. Electrónica. Dó, ré, mi, fá, soooolllll… sintetizado!"Baauuu!" Metálico, estridente… “Oh, baby, then we fell apart. We fell apart, like we´ve always done. Then they fell apart”… Pizzaria. Churraquinho na grelha. Tubos de escape. Dióxido…o de carbono! Lança-se búzios. Desfaz-se encantos! Lê-se mapa astral. Reiki. Massagem ayurvédica. Shiatsu. Massagem corporal. Pode ser com palavras? “Lift me up, Lift me up”. Entra no elevador. Não espera o sorriso. Ah, gratuito! Abre a porta do elevador. Espera. Terceiro, quarto, quinto. “Tchau, bom final de semana”! Porta, quarto. Quarto, sala. Sala, cozinha. Sala: “I´m exactaly where I want to be right now”. A mota acelera. Trac-Trac do escape! Ah… Lá fora. Aqui há janelas! Todas motas da cidade em sintonia de trac menor, sem tenor, e morreríamos pelo ruído! Para quê ter filhos assim, quando se pode ter um LCD, na sala sem espaço? E é: “he´s exactaly where he wants to be right now”! Nem demasiado cedo para a cama. Nem demasiado tarde para amanhã!

sexta-feira, junho 06, 2008

[en] Joy [the] Division

Impulso, arroubo juvenil, sofreguidão! Efeitos secundários: visão turva, insónia, náuseas... Ok, vou tomar dois! Até que me afunde! Filme de camisa de forças, mas belo! A fotografia a preto e branco: com textura, reflexos e sombras! A música. A falta de ar! O amor...com dúvida traiçoeira, até que a morte nos separe: ou a corda de um estendal na garganta! Não sou capaz! Mas vivi. Balada de uma vida só! A de Ian Curtis
CONTROL... Ian Curtis... Division, Joy

Ficam aqui duas das minhas músicas favoritas. "Love will tear us apart"; e "She´s lost control"...



Dica de Fim Semana




Não com estas palavras, mas já tinha pensado que podemos avaliar o grau de liberdade de uma cidade pela maneira como se trata o lixo; pela forma como se abrem as janelas - quando elas existem; pelo jeito como andamos na rua; pela expressão do olhar e, sobretudo, pela disposição das casas, prédios, flores, verde, verde, verde... A imagem é pressão, atrofia, sufocoooccaaa! A "Arquitectura do Medo" na Pinacoteca do Estado do São Paulo fala disto! por Andre Gardenberg

quinta-feira, junho 05, 2008

Augusta

Uma das ruas mais famosas de São Paulo. Um mapa mundo da perdição; prostituição; cultura; multiculturalismo; boemia... A Rua Augusta. Ontem li este texto para a Lu e a Carolina... Ás vezes sento-me com elas numa esplanada dessa rua e, sem dúvida, que é um "achado" de personagens, no mínimo, irrepetíveis! O meu retrato escrito da Augusta...


Sai amanhã na locadora! Os anjos não têm sexo. A Augusta sim! O sol é masculino. A lua é feminina. Perguntem aos outros que eles dizem: a lua e o sol não têm sexo! É tudo uma questão de língua; ou lingüística. Dicionário sutra? E o céu não tem nome. A terra sim! Só tua! Deste homem. Ou deste caixote de lixo. O chão é cinzento. “Mary Jane não mora mais aqui” Está escrito na passadeira. Ele ainda espera por ti. O homem é escritor. Escreve sobre a “Augusta”. O lugar do pecado. Ou da salvação. Mais perto do Inferno. Que leva os homens ao Paraíso. Ao sexo; ao orgasmo; à ilusão solitária de que a vida é um gozo só!
Tem trocado? Buzinas. Néons piscantes. Ferir os olhos sem olhar. Escurecidos. Aqui todos os homens não têm rosto. Ou dois! Ou são mulheres que querem ser homens; ou homens que são mulheres; ou ambas as coisas, ou o Purgatório!Ou nada quando fodem com as neuroses; recalcamentos; exuberâncias; excentricidades como gritos de alma. Se a têm, ou de novo; o Purgatório entre o sol e a lua com muito sexo! Vai parcelar? Duas vezes no cartão. Foda três vezes pelo preço de uma! Então vou querer tudo a que tenho direito! Só não beijo na boca. De resto faz tudo! Apanhou sol demais! No rabo! A calça desce pela cintura. Tem marcas da cueca fio dental. Está sem ela. Só as marcas . Abdominais perfeitos. A cintura de vespa. Piranha. As piranhas não têm dentes. Só fio dental. As mamas de silicone. A voz andrógena. Como o rosto! Corpo perfeito. Perto do Paraíso! Ela. Ele. Estou escrevendo um livro sobre a Augusta. A rua mais brasileira do Brasil. Aqui é a esquina do mundo! E até Mary Jane não mora mais aqui! Você está perdido? Está fumando? Ela não! É mulher. E mulher vai mais longe! Ela grita, brinca, é mãe, amamenta, trata, acarinha, acolhe, embala, alimenta, acalma, compreende, ajuda, supera, agüenta! E você tem religião?
Saia amanhã na locadora! Pode comprar aqui que ainda não saiu no cinema. Sistema! Ah. Feito para ser corrompido! Sessenta e nove vezes. Em Ying e Yang. Preto. Branco. Negativo. Positivo! Você vê como este país está perdido? Como tem tudo para dar certo e está falhado. Banido!!! Alimenta o filho. Dá-lhe a mama! Põe-no para dormir. Enrosca-se ao lado. Cobre-se com os cobertores. Ao lado do caixote do lixo. Por baixo dos néons palpitantes. Itaú! Tanto dinheiro lá dentro. A mãe sem nenhum. "MAry Jane não mora mais aqui". Ela sim! A servir de passadeira nocturna para o banco. Sem pecado. Expiação. Culpa. Purgatório. Do lado da Consolação. Com muito Inferno. E depois do sexo!

quarta-feira, junho 04, 2008

Ponte entre mundos. Porque o tempo tem geografias diferentes... E hoje deu-me saudade desta música. E do que já vivi desde ela! Ainda digo boa noite à lua, antes que o sol ouça!

terça-feira, junho 03, 2008

São Benedito#03







"Fôlego" em terra vermelha


Há homens nus no lago, por baixo. Troncos arrancados. Águas sulfurosas. Líquidos de ferro. Há líquenes vermelhos. Ar puro. Pássaros. Formigas gigantes. Rios com folhas. Patos que comem lagartos. Patos que beijam o bico. Patas achatadas. Amarelo vazio. Pios solitários. Sombras que tremem. Suor da terra. A água transpira, onde nascem flores. Corpo quente. Pele macia depois da água. Olhos vendados, de novo. Tropeça. Vira à direita. Noventa graus. Vira o corpo. Um pouco mais o pé. Mais à frente. “O que aconteceu aqui?”. Pedra falhada. Ou folha de pedra. Declive. Arfar. Formigas gigantes. Minhocas que se esfregam na roupa. Talvez a secar. Ou o corpo molhado. A pele é roupa. Roupa é pele. Água reflectida na árvore. Em luz. Pios ainda saltitando no murinho. Curva sinuosa. Sinuosos são os galhos de cor mineral. Como se traduz mineral? O reflexo já se foi. Era íris, como o arco.. Vermelho. Flor. Surdos . A mão segura o rosto. Não pias... Olhas o pensamento.. Marias-sem-vergonha! Bancos brancos no verde lago. Não se vêem nunca. Cimentados na terra... Cabelo caído no braço. Asas livres. Rosa menina. Pingas de cor. Sons: água corrente, um pássaro; vários; bater de asas frenético; "quá" atribulado; sertanejo; rádio; passos de sandálias; de tacão; de botas; passos tropeçados; folhas; galhos a sacudir; brisa leve; voz grave; mulher; Tarzan imitado; formigas atarefadas; água raspa nas folhas; círculos na água, espiral líquida; a luz não tem muros; céu é água ; o chão são montanhas para formigas atarefadas ; sem nome! “Porque as penas deles não deixa a água penetrar, você sabia?” Só de homens por baixo do lago. Sem penas!

Meu momento DJ Brasil

Anos depois de a ter criado, Chico Buarque sentiu "vergonha" desta música: A "Banda"!Mas é daquelas que marcaram uma geração e uma das melodias que gravaria o nome dele na história da música brasileira. Curiosamente, recordo-me desta música sair do leitor de LP lá de casa; ou seria da televisão a preto e branco? Quando vim para o Brasil, em 2006 o som lá voltou. Pela procura da música popular brasileira e, depois, porque coincidentemente, o meu querido amigo Paulo Moura me gravou um cd só com músicas brasileiras entre os anos 60 e 80, directamente oriundos dos LP´s originais, com aquele "crac-crac" como se fosse chuva pontiguada - esse som da agulha a raspar no vinil. Nesse CD, que guardo, como se fosse um pequeno tesouro- que o é-, também lá está a Elis, o Ney, Alceu Valença, entre outros... E estes originais trazem mais recordações da infância. Talvez não tenha sido a minha, porque não estava cá, quando elas nasceram e se multiplicaram. Mas, mesmo assim...Sabe bem desta forma!