segunda-feira, abril 03, 2006

Cinema I- A Máquina


O céu é um azul saturado. O ambiente, uma rede matizada de cores quentes. Os planos parecem viagens de carrossel, numa tarde infantil. E o passado está no futuro. E o futuro depende do passado. São rumos inquietos. Cenários encenados. Viagens no tempo. Nos caminhos indecisos, onde moram sonhos descontruídos, embebidos em realismo mágico. E críticas sociais. E metáforas. E amor. Talvez conquista e pureza. Com um misto ténue de contemporaneidade, urbanidade e sentimentos rurais. Simples. Plenos. Pequenos em si; e colossais na crença. Uma mescla de linguagens.
Esta é a “Máquina” de João Falcão (baseado no livro de Adriana Falcão); que depois do teatro passou às telas. Estreou a semana passada mas, na bagagem, leva já os prémios de melhor longa-metragem pelo Festival do Rio e também pelo FestCine Goiânia. As cores, os enquadramentos e, claro, a fotografia de Walter Carvalho merecem, entre outros pormenores, um destaque especial.


A Máquina (Brasil, 2005), 1h30. Drama. Direção de João Falcão. Roteiro de João Falcão e Adriana Falcão. Com Mariana Ximenes, Gustavo Falcão, Paulo Autran e Lázaro Ramos.

2 comentários:

ÁguaDiCoco disse...

faz hoje uma semana que vi o filme! aliás, foi a 1ª vez que fui ao cinema. Muito bom tb gostei muito. Fez-me lembrar o Big Fish, viste? bjinho

Manuel Jorge Marmelo disse...

O livro é muito bom. Aconselho.