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quinta-feira, setembro 02, 2010
sexta-feira, julho 23, 2010
domingo, abril 04, 2010
quarta-feira, maio 06, 2009
Seguindo Bielman A.

A 300 milímetros é perfeita para isto. Pus-me de sentinela nas janelas no 11º andar com vista para o céu da Anna Ullic, Mad Lorac Ahnisuol e Um. Às 10h em ponto saiu. Zoom in. 150 milímetros: As mesmas calças pretas vincadas, o guarda-chuva chaplin na mão esquerda e o corpo vergado mal saído da cama. Desceu a rua. Atravessou a ponte. Desceu as escadas. Mão no bolso (talvez puído de tanto esconder a mão, ir-à-máquina, lavar-à-mão, amaciador, sabão-em-pó; traças, aranhas e ácaros sub-reptícios que assentam patas por ali) e sacou uma nota. Zoom in. Foca. 300 mm. "Click". "Tac-tac". Vinte reais para um jornal e um maço de cigarros: "Carlton, por-gentileza". E só com isto o homem do quiosque pode passar os próximos dois minutos a praguejar. Não tem trocado? Será que o disse. "Humpf"..."Click". Virou as costas. Zoom out. Troco trocado. A passadeira. Volte-face. Vermelho-vermelho. Verde para os carros. "Vuuummm". Um. Dois. Três. Quatro. Um autocarro. Dois autocarros. Outro articulado. Azul, bordô, bordô, azul. "Vuumm". Vermelho. Vermelho. Pó. Fumo-de-escape. Moto. Camioneta. Poeira. Zoom in. 200 mm. A mulher que dança. A criança que grita. A mulher que corre. De ombros pesados (devem estar vermelhos de má circulação). Zoom out. Bielman A. não sorri. Vermelho. Vermelho. Verde. “Não há camiões a esta hora”. Bielman A. pensará. Zoom, mas sem click. Verde-semáforo-pedestre. A passadeira (desbotada, estragada, gasta – dos quilómetros de pés ali roçados: solas, solas, solas ardentes). Uma, a outra. Sobe a escada. Atravessa a ponte. Sobe a rua. Não chove. O guarda-chuva ciumento com o jornal partilha a mesma mão. A do bolso dorme com os sub-reptícios. Sem zoom suficiente para saber quantos. Entra. 2Switch off". Dez minutos de vida de Bielman A. por uma lente. Nada a declarar.
segunda-feira, maio 04, 2009
#"Foges-te"..# *



*"Foges-te"- Não me parece que caiba no dicionário comum uma "palavra" tão exacta para designar algo, alguém, coisa, semi-ser, que foge de si próprio na ansiedade de chegar a ser outro que não ele. Daí este "Foges-te" ser possível neste blog e, pretensiosa e propositadamente, enquadrado num dicionário vanessiano.
quinta-feira, março 26, 2009
sexta-feira, maio 30, 2008
Há poucas oportunidades de visualizarmos imagens que vemos em sonhos. Contrariando a tese de quem diz que eles são a preto e branco, os meus são a cores.
Sei que já sonhei com este cenário. Não me lembro quando, nem em que contexto. Mas há qualquer coisa de familiar nestes traços. Este poderia ser um retrato de um dos meus sonhos... Imagino, então, se por esse mundo fora, encontraria outras imagens que, sem querer, me levassem nessa viagem ao inconsciente. Assim, bem acordadinha!
Sei que já sonhei com este cenário. Não me lembro quando, nem em que contexto. Mas há qualquer coisa de familiar nestes traços. Este poderia ser um retrato de um dos meus sonhos... Imagino, então, se por esse mundo fora, encontraria outras imagens que, sem querer, me levassem nessa viagem ao inconsciente. Assim, bem acordadinha!
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