quarta-feira, setembro 12, 2007

domingo, setembro 09, 2007

repúblicas

Antes dele pisar aquela calçada suja outros, diferentes dele, pisaram-na.

“E o senhor vai descer até nós! E vai iluuuminaaarrr o caminho!”

Antes dele vestir aquelas calças desajeitadas, sujas, roçadas, bafientas, outros como ele o desdenharam. “Ele é omnisciente e poderoso! Te reconhece em cada gesto dele!”

Podia ser por amor. Paixão. Ignorância. Mas nem isso ele sabia!

Bafo seco, retardado da semana passada, ainda, quem sabe. (Bafo: ar exalado dos pulmões; mas nisso os brasileiros são mais perspicazes: bafo é conversa fiada. É isso mesmo - a palavra justa. Obrigada Brasil! Que se lixe o acordo ortográfico).

E ele, nesse bafo bem brasileiro: desfiava palavras como quem tira a mão do bolso, quando se o tem. Ele não tinha. Mas berrava no meio da praça. E este senhor, meus senhores, é louco! Por berrar, claro. Não interessa o que ele diz. (nada mesmo! Mas, até que, bem vistas as coisas, quando comparado com alguns directos da TV portuguesa até que ele diz muito, não?). Sintético, o homem!

“Venham até mim. Eu vos salvarei!”

Ou não. Até podia ser. Mas não me salvou a mim. Também não fui até ele. Deveria? E passei por ele, como toda a gente. No desejo de tapar os ouvidos. Sobretudo no momento em que a voz estridente saiu – como fisgada o meu ouvido. “Não o ouvis? Ignorais os desígnios do senhor?”

É, parece que esse senhor vai ter de esperar mais um pouco. Como um pouco de dicção a voz até que poderia ficar mais radiofónica. Televisiva, quem sabe, com um pouco mais de performance. “Ele é poderoso. Redentor!” Olha!, melhorou!

Empunhava aquele livro rasgado na mão. Empunhava como arma poderosa – o poder do “primo-não-primo-o-gatilho”. E era ele. República. Na praça da República. Em pleno uso da democracia: era o senhor F. de calças sem bolsos - voz sem dicção, sem amor, sem marketing próprio "eficiente" (diz-se da causa que produz efeito certo, explica a Filosofia – e seria o que ele fazia, da barata, sem propósitos comerciais) [Saberia o senhor que até podia ter lucro com uma dicção melhor?] - quem premia o gatilho das palavras que só eu ouvia para perceber se faziam algum sentido. E faziam? Interessa a quem, mesmo?

Meus senhores, deixai o povo julgar o homem da Praça da República que não faz mais do que a sua obrigação, com a responsabilidade de berrar num lugar, com um nome assim, e ninguém o ouvir!

por vnrodrigues

sábado, setembro 08, 2007

A segunda pele conta histórias que se entranham na primeira. Ela respira o mundo, mesmo quando não o conseguimos respirar.
Os cheiros nauseabundos rasgam a roupa de odores que lá se escondem. Os aromas adocicados apaixonam-se por ela. E, mesmo assim, não sabemos que cheiros elas carregam quando se coram ao sol. Ou o fazem corar.

sexta-feira, setembro 07, 2007

Gafes do fracasso

Os Estados Unidos da América (EUA) podem até ser um exemplo de como se fabrica um candidato. A subtileza da máquina política; da inteligência tecnológica; da manipulação dos media; da propaganda de guerra; da política subversiva, condicionada; do federalismo disfuncional; da cultura sem tradições, sem raiz... E, como alguns críticos afirmam, o chefe de estado dos EUA pode até ser uma amostra da mentalidade norte-americana! Mas de uma coisa eu tenho a certeza, por muito que fabriquem um presidente, ainda está por descobrir como se fabrica a inteligência. É mais fácil a falência dela!
Um país que nasce com pés de barro e alimenta essa base, mais cedo ou mais tarde, está condenado ao sucesso da mediocridade.
Mais uma gafe brilhante desse tapete vermelho da política norte-americana!

quinta-feira, setembro 06, 2007

terça-feira, setembro 04, 2007