A primeira coisa que o meu irmão disparou, esta tarde, quando lhe disse que a Amy Winehouse tinha sido encontrado morta no apartamento, em Londres, foi:
-Há muita gente que vai ganhar dinheiro com isso!
De imediato pensei, claro, na fortuna deixada; nas discórdias para dividir o património que a senhora da voz jazzística, soul, densa e grave, avassaladora, sexy e aveludada, inevitavelmente terá deixado, como todos os grandes artistas deixam como assinatura post mortem.
Eu estava profundamente equivocada.