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quinta-feira, março 15, 2007

No meio do branco brotam cactos colossais. No princípio do azul, lá em cima, está o fim do branco metediço. Perturbante!
Estão secos. São rudes. Ásperos. São terra rochosa. Gravilha ruidosa em cada passo. Amontoam-se atordoados. Apinham-se assustados de tão marginalizados- daquele branco! Deviam pingar uma liquidez salgada; que azedava a sede. E já não lembram mais o tempo em que abraçavam o mar.
Querem chegar ao céu; para fugir ao fantasma da alvura. Desafiam o medo com a altivez. Mas consolam-se na luz. No alento daquele sol, que os seca: e torna únicos, plenos!

sexta-feira, março 09, 2007

foto.grafias vnrodrigues

domingo, março 04, 2007

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Deserto do Sal I. Até ao fim do mundo!

Os pés parecem esmigalhar bolachas crocantes. A luz, sob o alvo chão, fere o olhar. E ao fundo, um enorme e colorido vulcão parece saído de um livro ilustrado. A monotonia da paisagem até lá não cansa. Impressiona! Deserto branco; de sal. Sem trilhos pré-definidos. Sem intuição. Apenas marcas de pneus que guiam até ao outro lado, onde o sal deixa de o ser. Para passar a ser verde, casas e vulcão! A Manu prova um pouco. Confere. "Está salgado, sem dúvida!" ;) Também tenho de provar! Cumprir a tradição. A boca arde! E as mãos rasantes nos grãos de salinas grossas secam facilmente! Lá um silêncio ventoso. Sem eco! Um pedaço de fim de mundo (ou meio princípio de tudo!)