quarta-feira, dezembro 17, 2008

segunda-feira, dezembro 15, 2008





Baco de fim-de-semana

De.gustações!!!
Sábado em casa da Lu.Carol
Ficha Técnica
Vinícola Quinta Nova de Nossa Senhora Do Carmo
Marca/Linha Grainha
Uva Tinta Roriz / Touriga Franca
Safra 2005
País Portugal
Região Douro

QUALIDADE: Aloirado doce - Reserva Tawny
ORIGEM Portugal - Região Demarcada do Douro
SUB-REGIÃO Tabuaço; Ervedosa do Douro (Cima Corgo); Numão (Douro Superior).
CASTAS Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta
Barroca, Tinto Cão
IDADE DAS VINHAS 20-40 Anos
TIPO DE SOLO Xisto
ENVELHECIMENTO
Lotação de Vinhos do Porto seleccionados entre os melhores
de cada colheita, envelhecidos em casco de carvalho, cuja
média de idades é de 5/7 anos.
ENOLOGIA Jorge Manuel Pintão / Luís Rodrigues
NOTAS DE PROVA: COR ALOIRADO com tons acastanhados.
AROMA Com nuances de frutos secos, fumo e baunilha.
PALADAR Macio, com um final longo e persistente.

Domingo, em caso do António...

Rio Sol, Branco, 2006
Região: Vale do São Francisco, Brasil
Produtor Dão Sul/ViniBrasil
Classificação: Vinho Fino Branco Seco
Castas: Chenin Blanc, Moscato Canelli
Vinho brasileiro feito por portugueses. Suspeitíssima, eu, a enóloga é minha amiga!

Montado, 2006
Vinho Regional Alentejano
Castas: Alva, Tamarez, Rabo de Ovelha
Notas de Prova:
Cor: Amarelo com laivos esverdeados
Aroma: Lichias, nêspera, lima e ananás
Paladar: suave, frutado, e com maciez equilibrada
Nota: médio

Cabriz
Colheita Seleccionada Branco
2007
Região: Dão
Classificação: VQPRD/DOC Dão
Castas: Malvasia Fina, Cerceal, Bical, Encruzado

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Lista de natal

Chega esta época do ano e parece que algo acontece, realmente, na vida das pessoas. Uma série de manifestações esquisitas (a que já deveria estar habituada, porque o ritual repete-se) levam-me a pensar que, apesar de tudo, os consultórios psiquiátricos colectivos são, nesta altura, bem mais caros do que a terapia diária. Presume-se! É. E essa função é bem cumprida pelos shoppings e toda a espécie de lojas comerciais, que plasticamente usam, de orelha a orelha, o sorriso elástico dos empregados formatados para nos convencer a dedilhar os dígitos mágicos: c.r.é.d.i.t.o
Estranha e esquizofrénica palavra, porque esses mesmos empregados têm um ar, tudo menos, credível! Ahhhh!não gosto do Natal, particularmente, pela histeria coletiva. Mas gosto dos "sabores" do Natal e o que isso representa para mim. É a única época do ano em que - há dois anos – vou a Portugal. São 11 meses fora, e um mês para matar todas as saudades e renovar-me!Um mês chega, costumo dizer...embora, às vezes, queira voltar só um bocadinho às pequenas coisas que me deixam derretida pelas minhas pessoas...

Por isso, a minha lista de Natal, talvez seja a menos sofisticada do mundo. Mas é a que me vai dar o maior sorriso planetário, de orelha a orelha (quase com cara de ET.). A sensação mais esgotada de realmente achar que a vida vale a pena por isto...Coisa de emigrante, talvez!

lista de Natal- os milhares de abraços da família e a gritaria na véspera de natal;

- as primeiras palavras da Sara e da Beatriz;

- decantar o vinho com o pai;

- Rabanadas da minha mãe;

- e colo dos dois;

- deitar a cabeça no ombro do meu irmão enquanto a lareira crepita;

-as mil perguntas dos meus amigos até se habituarem de novo às minhas piadas de que só eu me rio (alerto: infelizmente não consegui mudar e os meus irmãos brasileiros riem-se mas não as entendem, tb. Mas são uns queridos, porque não me querem deixar ficar mal);

- o cheiro da terra molhada no jardim;

- dos cafés prolongados com os amigos;

- dos almoços em casa dos avós que insistem que estou muito "magrinha" (mera impressão estereotipada, porque como dizem as amigas "és uma falsa magra". ok!) e tenho de comer dois pratos de coelho estufado com arroz, seguido de queijo branco, chocolate, fruta, doce, vinho, doce e uma bagacinho para “compor”;

- os ciúmes e as reclamações dos amigos (estás sempre com a agenda preenchida, não vais ter tempo para mim? – não é bem assim, vcs é que trabalham demais);

- dormir no sofá (mania que desenvolvi no tempo das insónias);

- andar de metro, e ver afinal em que mudamos, nós portugueses, apercebendo-me do quão antropológica é a experiência;

- café, café, café, café, café...

- os jantares prolongados de peixe grelhado e “Planalto” ou “Muralhas”;

- as viagens de comboio;

- as caminhadas pelas ruas do Porto;

-do cheiro de Lisboa;

-ler um livro no café;

- das noitadas no Pipa Velha;

- dos regressos, das idas e vindas e dos afectos;

- do frio;

- do cheiro a chegar;


É! Chegamos a uma altura em que relativizamos o resto. Serenamos e aprendemos a perceber a vida é mais leve do que o peso lhe damos!

segunda-feira, dezembro 08, 2008



5 minutos de fama!

Não se pode dizer que as minhas amigas me tratem propriamente mal. "É brincadeira!" Vinho e Narguilé (será que é assim mesmo que se escreve?) à tarde e conduzir a TL delas ao fim da noite - nos meus 5 minutos de fama pelo desafio da Lu.
-ok, Van agora passamos a heitor. Vai dirige aí!
-ah, não.hoje não! é tarde e além disso a dor de barriga não deixa.
-esquece isso. vai troca comigo!
-Hã!
-Vai! (essa é da Carolina)... Uma diz mata, a outra esfola!
-É diferente! E o acelerador bem lá em baixo!
-Só dá um tempo! Vai!
- Ok!
-Deixa engrenar!
-Vamos!
-5 minutos depois estava como uma criança, a quem tiram um doce! Já chegamos?Espectacular! Um cheiro de TL! Vai Lu e Carol! Vai haver uma próxima na vossa Teresa Louca? Prometo fotos da verdadeira para breve!

fim-de-semana


V.1 Geleia de frutas vermelhas. Cereja, framboesa. Final de boca, delicioso! Ainda por cima premiado! Entendo melhor Baco quando o vinho escorrega. Sessões de domingo à tarde em casa da Lu e da Carolina!
V.2 Adega Maior, 2007. Branco...
Ananás, escorregadio!Pelo senhor dos cafés. Nabeiro. Alentejanos. Não encontrei a foto do branco!E não se queixem se estiver fora da linha! um ano a provar dos melhores vinhos deixa qualquer balança de TPM!

sexta-feira, dezembro 05, 2008

Entregou à hora certa. Sem atrasos, preguiças ou desculpas que justificassem um lento chegar do corpo ao tempo. E ainda as acácias não tinham acordado. Cheirava a café passado no filtro, sem dor. E ainda não tinham colocado açúcar para aquela madrugada. Calcorreou pelo meio da rua, como não podia fazê-lo à hora infernal da dança dos carros e da sinfonia das buzinas e dores humanas. Pôs-se em bicos de pé para se equilibrar na linha amarela que dividia um e outro sentido da rua. Quase escorregara com a humidade da manhã que acorda contrariada. Equilibrou-se. Dobrou os joelhos para apertar o cordão da bota velha. Caiu. Molhou a entrega. Rasgou! Gelou de medo. Levantou-se. Dobrou-a! E deixou um pedaço de si, na boca daquele correio. E saiu, com os olhos humecidos da manhã que começava sem açúcar!

quinta-feira, dezembro 04, 2008

quarta-feira, dezembro 03, 2008

meu companheiro de metrÔ!!!

I don´t want to stay here, Eu quero voltar para a Bahia!



Versão original, num quase-video que não chega a sê-lo!beijocas

Para ver frame-a-frame Sampa



Amanhã (4), 19h30, inaugura Expo.São Paulo 300mm

São Paulo à lupa, pelas lentes de dissecadores de espaços urbanos e o olho clínico de um grande amigo meu: A. Cafcalas.
Para ver, devagarinho, nas entrelinhas, como a cidade se constrói e desconstrói pelo olhar e por fragmentos de imagens que, além de contarem histórias pessoais, avivam uma cidade fugaz e líquida como Sampa. Aqui, com cerca de 18 milhões de habitantes, os laços que se amarram são como cordas de roupa a secar: provisórias, esfiapadas, às vezes presas por molas que caem ou partem. Até (cor)romper!

São Paulo 300mm foi concebida para a Arco, Madrid 2008. Por cá, um "zoom in" feito pelo Caf, que revela uma outra São Paulo, a dele, a nossa, um pouco mais minha, a de milhões de pessoas que (sobre)vivem neste caos provisoriamente perene, ou às vezes lhe passam ao lado, de olhos fechados, viciados! Convergente/divergente com olhares que quase nunca chegam ao pormenor de uma lente fotográfica 300mm.
Valiosa pelo conceito, pela forma como foram construídas as imagens, a exposição constrói uma "arquitectura" da cidade- sentido lato. As histórias frame-a- frame, tela-a-tela.
Para um olhar mais atento, a expo é um zoom muito pessoal da cidade: De cima - com as fotos aéreas PB do Nelson Kon; até às vísceras invisíveis da cidade: com fotos sobre o trabalho do writer (grafiteiro) Zezão que "fuça" os esgotos a spray, com suaves azuis... Uma simbiose que se deve à curadoria, num ensaio único e bonito sobre uma cidade que também é a minha!

Serviço

São Paulo 300mm

De 04/12/2008 a 21/02/2009
Com curadoria dos arquitetos Ariadna Cantis (Madri) e Alexandre Cafcalas (São Paulo), é uma produção do Miniserio de Vivienda de España para a feira de arte ARCO 2008 de Madri, que teve o Brasil como país convidado.
Atividades
Mesa-Redonda: São Paulo 300mm.
Ficha técnica
Obra: 28 Fotografías
Autor: Nelson Kon, Andrés Jaque Arquitectos, Bob Wolfenson, Tuca Vieira, Filipe Berndt, Ignacio Aronovich, L. Margotto, M. Ursini y S. Salles

Horário de visita
Segundas, das 8h às 20h, terças a sextas das 8h às 21h. Sábado, das 9h às 15h

Lugar
Instituto Cervantes
Av. Paulista, 2439 - planta baja
01311-300 São Paulo
(BRASIL)

Para saber mais ir a Instituto Cervantes, SP

quinta-feira, novembro 27, 2008

domingo, novembro 23, 2008

Os dias em que fui Penépole Cruz, Johanssen e Isolda

Esta semana fui Penélope Cruz e Scarlet Johanssen, dormi com o Javier Bardem, para compensar algum dissabor de Barcelona - várias vezes - e ainda bebi vinho com o Tristão à beira de um ataque de nervos por causa da Isolda- também era eu, acho! Esta semana fui assim, uma quebra-corações. Vou-me embriagar de ficção nos próximos tempos. Estou a precisar de uma overdose dela






sábado, novembro 22, 2008

Dias Plásticos: ingredientes dia "fast-food"

Acordar às 12h
Levantar da cama (20 m)
Banho (10 m)
Sumo de pêssego (7 segundos)
Papaia (2 m)
Ler (2h)
Planos para sair (30 m)
Agenda cultural (10m)
Vontade de sair (10 s)
Chuva (2h)
Internet (2h)
chat (1h)
Café (10m)
Internet(1h)
chat (2h)
Esperança que o dilúvio se vá (10s)
Trovejar (3 s)
Internet (1h)
Chat (20m)
Internet (30m)
chat (10m)
Preparar Sopa de mandioca (5 m)
Tomá-la (10m)
Perder tempo a colocar este post (5m)
Filme: (2h)
Sono de princesa e ainda com o dilúvio lá fora (????)

Para ler, com a boca


Do Desejo; e Da Noite
Hilda Hilst



E por que haverias de querer minha alma
Na tua cama?
Disse palavras líquidas, deleitosas, ásperas
Obscenas, porque era assim que gostávamos.
Mas não menti gozo prazer lascívia
Nem omiti que a alma está além, buscando
Aquele Outro. E te repito: por que haverias
De querer minha alma na tua cama?
Jubila-te da memória de coitos e de acertos.
Ou tenta-me de novo. Obriga-me.
(Do Desejo - 1992)

* * *

Colada à tua boca a minha desordem.
O meu vasto querer.
O incompossível se fazendo ordem.
Colada à tua boca, mas descomedida
Árdua
Construtor de ilusões examino-te sôfrega
Como se fosses morrer colado à minha boca.
Como se fosse nascer
E tu fosses o dia magnânimo
Eu te sorvo extremada à luz do amanhecer.
Do Desejo - 1992)

* * *

Que canto há de cantar o que perdura?
A sombra, o sonho, o labirinto, o caos
A vertigem de ser, a asa, o grito.
Que mitos, meu amor, entre os lençóis:
O que tu pensas gozo é tão finito
E o que pensas amor é muito mais.
Como cobrir-te de pássaros e plumas
E ao mesmo tempo te dizer adeus
Porque imperfeito és carne e perecível
E o que eu desejo é luz e imaterial.
Que canto há de cantar o indefinível?
O toque sem tocar, o olhar sem ver
A alma, amor, entrelaçada dos indescritíveis.
Como te amar, sem nunca merecer?
Da Noite - 1992)